Comunidade de Tibia cobra da CipSoft fim de “Guilds Dominantes” em servidores europeus
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Comunidade de Tibia cobra da CipSoft fim de “Guilds Dominantes” em servidores europeus

Mairon Vieira
Escrito por Mairon Vieira

Jornalista especializado em gamers. Comecei jogando Gunbound, Tibia, Priston Tale, 2Moons Online, Pirates Online, Gonzuu Online, Trickester Online, Priston Tale, Cabal Online, Tree of Savior, entre tantos outros. Já trabalhou nos maiores portais de jogos do Brasil sobre MMORPG.

O clássico MMORPG Tibia vive mais uma polêmica em seus servidores europeus. O fenômeno conhecido como “dominante” voltou a ganhar destaque após a guild No Impact, do mundo Thyria, assumir publicamente o controle total do mundo. A prática, que já causa desconforto há anos, se refere à imposição de uma guild dominante que, através da força e organização, elimina qualquer possibilidade de competição justa, afetando diretamente a experiência de players independentes ou de grupos menores.

Na prática, o “dominante” transforma o servidor em um sistema de ditadura. Guilds como a No Impact impõem regras próprias que vão desde o bloqueio de acesso a bosses e eventos até a perseguição de quem transfere personagens para o servidor — ou até mesmo de quem compra contas pelo Bazaar. Essa situação gera um ambiente hostil, onde a liberdade de jogo é comprometida e a frustração leva muitos a abandonarem o título por completo. Em Thyria, a guild chegou a notificar a comunidade de que qualquer tentativa de entrar no servidor sem sua autorização seria considerada uma provocação — com punições dentro do próprio jogo.

A comunidade pede respostas. Para muitos, as ações da No Impact violam diretamente as normas da CipSoft, citando abuso de poder, monopólio de conteúdo e assédio contra outros players. As acusações se baseiam em trechos dos próprios termos de uso do jogo, que proíbem práticas como extorsão, ameaças e bloqueio de serviços. O movimento pressiona a desenvolvedora por mudanças nas regras ou por ações mais severas contra guilds que abusam da mecânica atual para controlar mundos inteiros. A discussão reacende o debate: o “dominando” deve continuar como parte do jogo, ou está na hora de acabar com esse modelo tóxico?

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