Gravity derruba History Reborn e encerra um dos servidores mais icônicos de Ragnarok
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Gravity derruba History Reborn e encerra um dos servidores mais icônicos de Ragnarok

Mairon Vieira
Escrito por Mairon Vieira

Jornalista especializado em gamers. Comecei jogando Gunbound, Tibia, Priston Tale, 2Moons Online, Pirates Online, Gonzuu Online, Trickester Online, Priston Tale, Cabal Online, Tree of Savior, entre tantos outros. Já trabalhou nos maiores portais de jogos do Brasil sobre MMORPG.

O cenário de Ragnarok Online no Brasil foi pego de surpresa com um comunicado devastador nesta semana. O History Reborn, um dos servidores privados mais populares e longevos do país, anunciou o encerramento definitivo de suas atividades. O motivo? A pressão jurídica implacável da Gravity, a desenvolvedora sul-coreana detentora dos direitos globais da franquia, que vem intensificando a “caça” a servidores não oficiais ao redor do mundo.

O anúncio foi feito pelo administrador Texugo, que confirmou que as portas se fecharão oficialmente no dia 10 de março de 2026. Até lá, o servidor permanece online em modo de despedida, permitindo que os jogadores aproveitem as últimas horas de progresso e convivência antes que o banco de dados seja desligado permanentemente.

Um legado de inovação e polêmicas

Diferente de muitos servidores “private”, o History se destacou por anos devido ao seu conteúdo altamente customizado. O projeto não era apenas uma cópia do jogo original; ele introduziu mecânicas que se tornaram febre entre os jogadores, como o Domínio, a Fenda Maior e a complexa Torre de Cristal.

A equipe de desenvolvimento relembrou com nostalgia momentos que marcaram a comunidade, desde as intensas disputas na Cheffenia Original — que rendeu “gatilhos” e muitas histórias de superação — até a criação do Templo Pesadelo. O servidor era conhecido por sua economia pulsante e pelo suporte ao RMT (Real Money Trade), permitindo que jogadores lucrassem com itens raros, um sistema que, segundo o comunicado, continuará disponível até o último minuto.

O impacto na comunidade e o peso da Gravity

Para os jogadores, a notícia é um golpe duro. Muitos investiram anos de dedicação, milhares de horas em grind e construíram amizades sólidas dentro das guildas em eventos como o Desafio do Guardião. A reação nas redes sociais e no Discord oficial foi de luto precoce, com veteranos compartilhando prints de seus personagens e momentos épicos em Prontera e nos mapas de iniciantes, que haviam sido redesenhados com um toque nostálgico pela equipe.

A ofensiva da Gravity não é um caso isolado. Nos últimos anos, a empresa tem sido agressiva em proteger sua propriedade intelectual, derrubando projetos gigantescos que oferecem experiências que muitas vezes superam os servidores oficiais em termos de qualidade de vida e conteúdo. Para o History Reborn, o ciclo chega ao fim não por falta de público, mas por uma barreira legal intransponível.

O que acontece agora?

A administração informou que todas as assinaturas ativas já foram canceladas e novas cobranças não serão efetuadas. O clima é de “fim de festa”, mas com um sentimento de missão cumprida por parte dos desenvolvedores, que admitiram erros no percurso — como o famigerado sistema de Bind — mas ressaltaram que tudo foi feito com foco na paixão pelo universo de Midgard.

A saída do History do mapa deixa um vácuo imenso no cenário brasileiro de MMORPGs, levantando a dúvida: qual será o próximo alvo da gigante coreana e para onde irão os órfãos desse servidor que, por tanto tempo, chamaram de casa?

Conclusão Editorial: No fim das contas, o encerramento do History Reborn é o lembrete de que, no mundo dos jogos online, nada é eterno quando se esbarra em direitos autorais. O servidor não foi apenas um lugar para matar monstros; foi um ecossistema vivo que moldou a experiência de milhares de brasileiros. Midgard fica um pouco mais vazia a partir do dia 10.

Fonte: Comunicado Oficial da Equipe History via Discord.


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