Ragnarok 3 abre pré registro global, mas pode não ser lançado em 2026
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Ragnarok 3 abre pré registro global, mas pode não ser lançado em 2026

A espera por um novo capítulo de Ragnarok Online acaba de ganhar um novo capítulo. A Gravity iniciou o pré registro global de Ragnarok 3, MMORPG que promete recuperar a essência do clássico enquanto leva a franquia para uma experiência multiplataforma entre PC e celulares.

O anúncio foi feito no dia 5 de agosto pela Gravity Game Vision, subsidiária responsável pelo desenvolvimento e serviço do novo jogo. Para uma comunidade que acompanha a franquia há décadas, o projeto representa uma tentativa ambiciosa de recuperar a identidade que transformou Ragnarok Online em um dos MMORPGs mais lembrados de sua geração.

Ragnarok 3 quer recuperar a essência do clássico

Apresentado originalmente durante a G Star 2024, Ragnarok 3 foi concebido como um sucessor direto da experiência original. A proposta não é apenas reutilizar o nome da franquia, mas reconstruir elementos que marcaram a memória dos jogadores.

O jogo aposta em gráficos inspirados no visual clássico, além de trazer de volta músicas e conceitos associados ao universo de Ragnarok Online. O envolvimento do ilustrador original Lee Myung Jin, do estúdio DTDS, também reforça a tentativa de manter uma conexão visual com a obra que deu origem à série.

A estrutura de classes segue a mesma base conhecida pelos veteranos. O jogador começa como Novice e pode seguir caminhos como Swordsman, Thief, Mage, Acolyte, Merchant e Archer.

Para quem cresceu explorando Prontera, enfrentando monstros e formando grupos para evoluir, essa escolha tem um peso maior do que parece. A intenção da Gravity é fazer com que o novo jogo pareça familiar sem simplesmente transformar o passado em uma réplica.

Cross play e batalhas de grande escala são apostas importantes

Apesar da inspiração clássica, Ragnarok 3 não pretende ficar preso ao passado.

O MMORPG terá suporte multiplataforma entre PC e dispositivos móveis, com batalhas em larga escala ocupando uma posição central na experiência. A demonstração apresentada na G Star 2024 mostrou confrontos de guildas com até 120 jogadores contra 120, além de sistemas de personalização, grupos, masmorras e conteúdo envolvendo MVPs.

Também foram apresentados conteúdos como uma raid contra dragão e um sistema de temporadas. Nesse formato, mapas, mecânicas e recompensas podem mudar ao longo de cada temporada, criando uma estrutura mais dinâmica para o jogo.

A equipe também revelou uma nova masmorra para cinco jogadores e mais conteúdos envolvendo MVPs.

O produtor decidiu falar diretamente com os fãs

Junto com o início do pré registro, a equipe publicou o primeiro episódio de Dev Team Note, no qual o produtor de Ragnarok 3 apresentou detalhes sobre o desenvolvimento.

Entre os assuntos abordados estão os preparativos para testes regionais, otimizações da versão para PC e ajustes na sensação das classes e dos combates. O produtor também destacou a evolução dos conteúdos sazonais e das novas atividades cooperativas.

O vídeo rapidamente ultrapassou 1 milhão de visualizações, um sinal claro de que existe uma comunidade enorme acompanhando cada movimento do projeto.

A mensagem da equipe resume bem o desafio: Ragnarok 3 não quer apenas reproduzir a nostalgia. A proposta declarada é transformar essa nostalgia em uma nova experiência capaz de criar outras memórias.

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O grande medo dos fãs não é o combate, mas a monetização

Toda essa expectativa, porém, vem acompanhada de uma preocupação bastante específica.

Nas reações dos jogadores aos vídeos e trailers, uma das principais cobranças está relacionada ao modelo de monetização. Muitos fãs que conheceram o Ragnarok Online original demonstraram entusiasmo com a possibilidade de voltar ao universo clássico, mas deixaram claro que não querem ver o novo MMORPG se transformar em uma experiência dominada por vantagens adquiridas com dinheiro.

O comentário mais destacado entre as reações dos fãs pede justamente que Ragnarok 3 evite o pay to win e mantenha a monetização concentrada em itens cosméticos.

A preocupação não surgiu do nada. A própria história recente da franquia inclui diferentes experiências, sequências e derivados que dividiram opiniões justamente por suas decisões relacionadas à monetização.

Por isso, a forma como a Gravity vai equilibrar receita, progressão e competitividade pode acabar sendo tão importante quanto o sistema de classes ou as grandes guerras de guildas.

Lançamento em 2026 ainda é uma promessa

A Gravity trabalha com uma janela de lançamento para 2026, mas ainda existem pontos que deixam espaço para dúvidas sobre o cronograma.

Entre os planos divulgados está a realização de um FGT em Hong Kong entre 19 e 21 de dezembro de 2026. A proximidade desse evento com o fim do ano torna o calendário especialmente interessante para quem espera por informações mais concretas sobre a chegada do MMORPG.

Por enquanto, o pré registro global funciona principalmente como um sinal de que o projeto entrou em uma nova fase.

Depois de mais de duas décadas desde a chegada de Ragnarok Online, poucos lançamentos teriam capacidade de despertar uma mistura tão forte de nostalgia e desconfiança. Ragnarok 3 parece ter entendido exatamente onde está sua maior força e, ao mesmo tempo, seu maior risco.

Os fãs querem voltar para aquele mundo, rever suas classes favoritas e sentir novamente a atmosfera que marcou uma geração. Mas querem fazer isso sem descobrir que a nostalgia veio acompanhada das mesmas velhas armadilhas.

Se a Gravity conseguir preservar essa identidade enquanto constrói um MMORPG moderno e, principalmente, justo, Ragnarok 3 pode ter uma oportunidade rara: não apenas trazer antigos jogadores de volta, mas apresentar o mundo de Ragnarok para uma nova geração.

Fonte: GameY

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About Mairon Vieira

Jornalista especializado em gamers. Comecei jogando Gunbound, Tibia, Priston Tale, 2Moons Online, Pirates Online, Gonzuu Online, Trickester Online, Priston Tale, Cabal Online, Tree of Savior, entre tantos outros. Já trabalhou nos maiores portais de jogos do Brasil sobre MMORPG.

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