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Riot Games mantém MMO de League of Legends vivo apesar do risco de …

7 de setembro de 2026
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A Riot Games sabe que criar um novo MMORPG de sucesso em 2026 está longe de ser uma aposta segura. Mesmo assim, a empresa não pretende abandonar seu ambicioso MMO ambientado no universo de League of Legends. Durante a PAX West 2026, o cofundador da companhia, Marc Merrill, reforçou o compromisso com o projeto e revelou que, internamente, o jogo chegou a ganhar um apelido bastante simbólico: “Santo Graal”.

A expressão resume bem o tamanho da ambição. Para a Riot, desenvolver um MMO capaz de conquistar uma comunidade duradoura pode ser uma das tarefas mais difíceis de sua história, mas também uma das mais valiosas caso a equipe consiga transformar seus planos em realidade.

O MMO de League of Legends continua sendo uma grande aposta da Riot

O projeto não surgiu agora. A existência de um MMORPG baseado no universo de League of Legends foi confirmada ainda em 2020, criando enormes expectativas em torno da possibilidade de explorar Runeterra em uma experiência online de grande escala.

O desenvolvimento, porém, passou por uma mudança importante em março de 2024. Na época, Marc Merrill revelou que a Riot havia decidido reiniciar a direção do MMO porque sua visão inicial simplesmente não parecia diferente o bastante daquilo que já existia no mercado.

A empresa não queria lançar apenas um MMO tradicional revestido com personagens e regiões de Runeterra. Segundo Merrill, seria necessário criar algo que representasse uma evolução significativa para o gênero. A mudança também significou que o projeto permaneceria longe dos holofotes durante vários anos.

Desde então, a Riot continuou reforçando a equipe. Entre os nomes envolvidos está Brian Holinka, veterano que trabalhou como designer-chefe de combate em World of Warcraft, uma contratação que naturalmente chamou a atenção de jogadores familiarizados com MMORPGs.

Riot trata o projeto como seu “Santo Graal”

As declarações mais recentes de Marc Merrill mostram que a cautela não significa falta de confiança.

Durante a PAX West, o executivo reconheceu o peso das expectativas depositadas sobre a equipe. O problema agora não parece ser descobrir o que os jogadores esperam de um grande MMO, mas conseguir executar uma visão ambiciosa o suficiente para atender essas expectativas.

É justamente daí que vem a comparação com o “Santo Graal”.

A Riot enxerga o projeto como algo extremamente difícil de alcançar e cercado por riscos, mas cujo resultado poderia justificar toda a dificuldade envolvida. Não por acaso, Merrill já havia reforçado anteriormente que a empresa estava “mais comprometida do que nunca” em tentar criar o próximo grande MMO.

Existe também uma razão clara para tanta cautela. O mercado de MMORPGs continua dominado por franquias consolidadas, enquanto novos projetos precisam convencer jogadores a abandonar mundos nos quais muitos já investiram centenas ou milhares de horas.

Para a Riot, simplesmente carregar a popularidade de League of Legends provavelmente não será suficiente.

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O maior desafio será transformar Runeterra em um MMO diferente

Esse talvez seja o ponto mais interessante de toda a história.

A Riot já possui aquilo que muitos estúdios gostariam de ter antes mesmo de começar um MMORPG: um universo conhecido mundialmente, dezenas de personagens populares e regiões como Demacia, Noxus, Ionia, Piltover, Zaun e Freljord, além de uma comunidade gigantesca construída ao redor de League of Legends.

O problema está na execução.

O próprio reinício anunciado em 2024 mostrou que a empresa não pretende depender apenas da força da propriedade intelectual. Se o MMO chegar ao mercado, a expectativa interna aparentemente é que ele tenha identidade suficiente para competir como um grande MMORPG por seus próprios méritos.

Isso também explica por que ainda existe tanta incerteza em torno do projeto. Não há uma data oficial de lançamento, e a Riot continua evitando uma apresentação completa do jogo enquanto trabalha nessa nova direção.

O risco é enorme, mas a Riot parece disposta a aceitá-lo

A estratégia combina com uma empresa que, nos últimos anos, passou a selecionar com mais cuidado onde coloca seus recursos. Em 2024, a própria Riot anunciou uma reorganização para concentrar esforços em um número menor de projetos considerados de maior impacto.

O MMO de League of Legends, aparentemente, continua fazendo parte desse futuro.

Isso não significa que seu lançamento esteja garantido exatamente da maneira imaginada pelos fãs. Projetos dessa escala podem mudar drasticamente durante o desenvolvimento, especialmente quando o próprio estúdio já demonstrou disposição para descartar conceitos que não considera bons o bastante.

Por outro lado, o fato de a Riot continuar investindo no MMO depois de tantos anos e de uma grande reformulação mostra que Runeterra ainda tem uma chance real de se transformar em um mundo persistente explorável por milhares de jogadores.

O “Santo Graal” da Riot Games permanece distante. Mas, para uma empresa que construiu sua história mantendo jogos competitivos vivos durante anos, talvez o verdadeiro desafio agora seja provar que consegue fazer o mesmo em um gênero no qual poucas novidades conseguem permanecer relevantes por muito tempo.

Fonte: PCGamesN