Ashes of Creation tem código colocado sob custódia judicial em nova…
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Ashes of Creation tem código colocado sob custódia judicial em nova…

Steven Sharif afirmou que a disputa pelo futuro de Ashes of Creation ganhou um novo capítulo nos tribunais. Segundo o fundador, uma audiência realizada no processo federal contra Robert Dawson, Ryan Ogden, Aaron Bartels, Theresa Fette, Jason Caramanis e TFE Games Holdings LLC resultou em decisões que colocam parte dos ativos ligados ao MMORPG sob custódia neutra.

De acordo com Sharif, o processo acumulou quase 200 movimentações judiciais e milhares de páginas de documentos e provas nos últimos seis meses. Agora, entre as medidas determinadas pelo tribunal está a nomeação de um custodiante responsável por preservar ativos técnicos relacionados ao projeto enquanto a disputa continua.

O futuro de Ashes of Creation agora passa pelos tribunais

A disputa acontece depois do colapso de Intrepid Studios, que deixou funcionários sem seus empregos e interrompeu o desenvolvimento de Ashes of Creation, um MMORPG que durante anos foi apresentado como um ambicioso sandbox baseado em escolhas dos jogadores, construção de cidades e um mundo em constante transformação.

Na nova atualização, Steven Sharif afirma que pediu à Justiça a nomeação de um receiver neutro para preservar a propriedade intelectual e outros ativos da empresa. Segundo ele, o pedido foi aceito pelo tribunal diante das controvérsias envolvendo uma tentativa de execução de dívida que, na visão de sua equipe jurídica, teria sido realizada de maneira irregular.

Sharif também afirma que os réus teriam violado o California Commercial Code em três ocasiões diferentes. Ainda segundo o fundador, a suposta execução foi posteriormente desfeita depois que a disputa chegou ao tribunal federal.

É importante destacar que essas são alegações apresentadas por Sharif no contexto do processo. A disputa sobre a propriedade dos ativos e a validade das obrigações financeiras continua em julgamento.

Justiça ainda questiona a suposta dívida da Intrepid

Um dos pontos mais importantes da audiência envolve uma dívida garantida que os réus afirmam existir contra Intrepid Studios.

Segundo Sharif, os documentos apresentados pelos réus somam aproximadamente 700 páginas. Mesmo com esse volume de material, ele afirma que o tribunal considerou que a existência e a natureza dessa dívida continuam sendo questões em aberto.

As partes terão até 25 de agosto para tentar chegar a um acordo sobre quem deverá analisar a legitimidade da dívida. Caso não haja consenso, o próprio tribunal poderá fazer a nomeação.

Para Sharif, essa questão é central porque a dívida estaria diretamente relacionada à tentativa de execução que culminou na tomada de controle dos ativos da Intrepid Studios e na demissão de toda a equipe.

Código de Ashes of Creation ficará sob custódia neutra

Outro ponto particularmente relevante envolve o próprio código de Ashes of Creation.

Sharif afirma que os representantes ligados ao conselho solicitaram acesso e transferência do jogo, da base de código e dos sistemas utilizados para armazená lo diretamente para a Intrepid Studios e seus responsáveis.

Esse pedido específico, segundo o fundador, não foi concedido.

Em vez disso, Sharif solicitou que os ativos técnicos fossem entregues a um custodiante neutro indicado pelo tribunal. A medida foi aceita, de acordo com seu relato, e o material deverá ser preservado até uma nova determinação judicial.

A ordem também estabelece um prazo de 72 horas para a transferência dos ativos abrangidos pela decisão.

Isso coloca o código de Ashes of Creation em uma situação incomum para um projeto de videogame. Em vez de estar sob controle direto de uma das partes envolvidas na disputa, os ativos técnicos passam a ficar sujeitos a uma estrutura supervisionada judicialmente.

Domínio e redes sociais continuam sendo outra disputa

A batalha não envolve apenas o código.

Segundo Sharif, os representantes contratados para atuar em nome da Intrepid Studios também tentaram obter contas que ele considera pertencentes ao fundador, incluindo perfis no Discord, Reddit, YouTube e X.

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Esses pedidos teriam sido rejeitados pelo juiz.

O mesmo teria acontecido com uma tentativa de obter o domínio de Ashes of Creation. De acordo com Sharif, o tribunal entendeu que a solicitação apresentada não havia demonstrado que a Intrepid Studios possuía direito sobre o domínio.

A distinção pode se tornar importante nos próximos capítulos da disputa, especialmente porque diferentes ativos associados ao jogo podem ter estruturas de propriedade distintas.

Sharif faz alerta a investidores e empresas que trabalham com o jogo

A declaração também assume um tom de alerta para o mercado.

Steven Sharif afirma que investidores, publishers, desenvolvedores terceirizados, empresas de tecnologia e prestadores de serviço que estejam negociando com TFE Games Holdings LLC, Dawnfire LLC ou integrantes do antigo conselho devem considerar que existem disputas judiciais em andamento sobre os direitos relacionados aos ativos de Ashes of Creation.

O fundador também pediu que empresas que tiveram acesso ao código, repositórios, credenciais ou sistemas técnicos preservem registros de acesso, comunicações e transferências realizadas.

Segundo Sharif, qualquer negociação envolvendo esses ativos deve levar em consideração as determinações do tribunal e a disputa sobre a titularidade.

A mensagem tem peso especialmente para possíveis investidores ou parceiros interessados em assumir algum tipo de controle sobre o projeto. Uma apresentação comercial ou acesso privado aos ativos, segundo o fundador, não deveria ser interpretado automaticamente como prova de que determinada entidade possui autoridade irrestrita para vender, licenciar ou monetizar o material.

O futuro do MMORPG continua indefinido

Apesar das decisões descritas por Sharif, a disputa está longe de terminar.

A custódia neutra protege os ativos enquanto o processo avança, mas não resolve definitivamente quem possui cada direito relacionado a Ashes of Creation. Também não significa, por si só, que o desenvolvimento do MMORPG será retomado.

Essa talvez seja a parte mais difícil para a comunidade.

Durante anos, Ashes of Creation foi construído em torno da promessa de entregar um MMORPG de grande escala, com sistemas dinâmicos e forte participação dos jogadores. Agora, o próprio futuro desse projeto depende de uma batalha jurídica que envolve propriedade intelectual, dívidas, ativos digitais e o controle da antiga desenvolvedora.

No fim de sua declaração, Steven Sharif reconheceu justamente esse contraste. Para os jogadores, toda essa disputa jurídica é muito distante daquilo que esperavam quando apoiaram o projeto. Eles queriam simplesmente jogar o MMO que acompanhavam havia anos.

Sharif afirma que continuará atualizando a comunidade quando surgirem novos acontecimentos relevantes, mas admite que os próximos comunicados podem levar semanas ou meses, dependendo do andamento do processo.

Por enquanto, Ashes of Creation permanece em uma espécie de limbo. O código está no centro de uma disputa judicial, os direitos sobre diferentes ativos continuam sendo questionados e o futuro do projeto ainda não está definido.

Para uma comunidade que esperou anos pelo MMO, a nova decisão representa pelo menos uma mudança importante: o destino dos ativos que sustentam Ashes of Creation agora está sob uma camada adicional de supervisão judicial.

Fonte: declaração pública de Steven Sharif.

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About Mairon Vieira

Jornalista especializado em gamers. Comecei jogando Gunbound, Tibia, Priston Tale, 2Moons Online, Pirates Online, Gonzuu Online, Trickester Online, Priston Tale, Cabal Online, Tree of Savior, entre tantos outros. Já trabalhou nos maiores portais de jogos do Brasil sobre MMORPG.

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