Brixonia estreia no Steam com proposta diferente: um MMO sem combat…
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Brixonia estreia no Steam com proposta diferente: um MMO sem combat…

Mairon Vieira
Escrito por

Jornalista especializado em gamers. Comecei jogando Gunbound, Tibia, Priston Tale, 2Moons Online, Pirates Online, Gonzuu Online, Trickester Online, Priston Tale, Cabal Online, Tree of Savior, entre tantos outros. Já trabalhou nos maiores portais de jogos do Brasil sobre MMORPG.

Um novo MMO acaba de chegar ao Steam seguindo uma direção bem diferente da tradicional disputa por níveis, equipamentos e chefes. Chamado Brixonia, o jogo aposta em uma experiência sandbox 2D gratuita na qual não existem combate ou PvP. O foco está em construir, produzir, explorar e compartilhar um mundo persistente com outros jogadores.

A estreia chama atenção justamente por fugir de uma das fórmulas mais comuns do gênero. Em Brixonia, não há necessidade de perseguir equipamentos cada vez melhores para permanecer competitivo. A proposta é permitir que cada pessoa encontre seu próprio ritmo dentro do mundo.

Um MMO onde ninguém precisa lutar

Brixonia se apresenta como um MMO sandbox social e relaxante.

Em vez de enfrentar monstros ou disputar território através de batalhas, os jogadores podem plantar, pescar, coletar matérias-primas e produzir diferentes itens. A exploração também permite encontrar recursos e desbloquear receitas raras, ampliando gradualmente as possibilidades disponíveis.

Construir ocupa uma parte especialmente importante dessa experiência.

Os jogadores podem criar suas próprias estruturas, desenvolver pequenas cidades e até participar da construção de mundos maiores. Os espaços também podem ser decorados, transformando a criação em uma das principais formas de expressão dentro do MMO.

A ideia é simples: trocar a pressão da progressão competitiva pela sensação de deixar uma marca permanente no mundo.

Tudo permanece no lugar quando o jogador sai

Uma das características mais interessantes de Brixonia é a persistência de seus mundos.

As áreas são compartilhadas com milhares de jogadores e não são reiniciadas quando alguém encerra sua sessão. Construções, cidades e plantações continuam exatamente onde foram deixadas.

Isso transforma o cenário em algo que pode mudar continuamente conforme a própria comunidade constrói.

Uma cidade criada por um pequeno grupo, por exemplo, não funciona apenas como uma área temporária daquela sessão. Ela permanece no universo compartilhado e pode continuar sendo expandida conforme seus habitantes retornam.

Essa estrutura também ajuda Brixonia a reforçar seu lado social.

Guildas e comunidade substituem a corrida por equipamentos

Mesmo sem PvP, o componente multiplayer continua no centro da experiência.

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Jogadores podem estabelecer guildas, trabalhar em projetos coletivos e participar da construção dos espaços persistentes. Em vez de reunir pessoas exclusivamente para derrotar um chefe ou competir por recompensas, o jogo tenta fazer da própria comunidade uma das razões para continuar conectado.

É uma diferença importante em relação a muitos MMORPGs tradicionais.

Normalmente, chegar ao endgame significa entrar em uma rotina de equipamentos, raids, níveis e atividades cada vez mais difíceis. Brixonia praticamente elimina essa corrida e coloca atividades cotidianas no centro de sua progressão.

Pescar durante algum tempo, cuidar de uma plantação ou simplesmente decorar uma construção são apresentados como objetivos tão válidos quanto desenvolver uma cidade inteira.

Brixonia aposta no crescimento dos jogos mais tranquilos

A chegada de Brixonia também acompanha um movimento cada vez mais visível nos jogos online: experiências multiplayer que não precisam necessariamente transformar tudo em competição.

Jogos de construção, sobrevivência e simuladores sociais já mostraram que existe espaço para comunidades interessadas em simplesmente criar e compartilhar experiências.

Brixonia leva essa filosofia diretamente para uma estrutura de MMO.

Seu visual 2D também reforça uma identidade mais simples e acessível, enquanto a ausência de combate deixa claro desde os primeiros minutos qual público o projeto pretende alcançar.

Não existe uma guerra esperando do lado de fora da cidade. O objetivo é justamente construir essa cidade.

Uma estreia curiosa para quem procura algo diferente nos MMOs

É difícil separar MMORPGs e MMOs da ideia de progressão constante. Durante décadas, o gênero acostumou jogadores a perseguirem níveis maiores, equipamentos melhores e inimigos mais difíceis.

Brixonia tenta descobrir o que acontece quando praticamente toda essa pressão é retirada.

O resultado é um sandbox persistente em que construir uma casa, cultivar recursos, encontrar receitas e desenvolver uma comunidade são o próprio conteúdo, e não apenas distrações entre uma batalha e outra.

Pode parecer uma proposta pequena diante dos gigantes do gênero, mas justamente aí está sua personalidade. Brixonia não pretende competir pela raid mais difícil ou pelo PvP mais intenso. Seu convite é bem mais tranquilo: entrar em um mundo compartilhado, encontrar um espaço e construir alguma coisa nele.

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